Dicas e dietas

 


Dieta refere-se aos hábitos alimentares individuais. Cada pessoa tem uma dieta específica. Cada cultura costuma caracterizar-se por dietas particulares. Contudo, popularmente, o emprego da palavra "dieta" está associado a uma forma de conter o peso e/ou manter a saúde em boas condições.[1]

Para seguir uma dieta, convém consultar um nutricionista, a fim de conhecer a dieta adequada ao seu organismo.

A escolha de alimentos certos na proporção correta, bem como a prática de exercício físico com orientação de um especialista, evitando uma vida sedentária, são considerados fatores essenciais para a manutenção da saúde. Uma "dieta" restritiva e que não tenha em conta as necessidades do organismo poderá ter efeitos desastrosos. Por isso, uma adequada avaliação nutricional individual evita desequilíbrios na dieta que podem levar a problemas de saúde, tais como deficiências nutricionais específicas ou calórico-proteicas e o excesso de peso ou obesidade. também, ter uma vida saudável não é fazer apenas dieta, é não ter uma vida sedentária.

Diversas das dietas tornaram-se populares nas últimas décadas, umas passageiras, outras polêmicas e outras com maior comprovação científica. Exemplos:




Dietas baixas em hidratos de carbono ou dietas "low carb" são programas alimentares que restringem o consumo de carboidratos, muitas vezes, para o tratamento da obesidade ou diabetes. Os alimentos ricos em hidratos de carbono de digestão fácil (como açúcarpão e massas) são limitados ou substituídos por alimentos com uma maior percentagem de gorduras e quantidade moderada de proteína (por exemplo: carneavespeixemariscoovosqueijonozes e sementes) e outros alimentos pobres em hidratos de carbono (por exemplo: a maioria das saladas de legumes como espinafrecouveacelga e espinafre), apesar de outros produtos vegetais e frutas (especialmente frutos silvestres) serem muitas vezes permitidas. A quantidade de carboidratos permitidos varia de acordo com diferentes dietas de baixo teor de carboidratos.

Tais dietas são, por vezes, 'cetogênicas', ou seja, restringem a ingestão de carboidratos o suficiente para causar cetose. Por exemplo, a fase de indução da dieta Atkins[1][2][3] é cetogênica.

O termo "dietas pobres em carboidratos" é geralmente aplicado às dietas que restringem a ingestão de carboidratos para menos de 20% do total de calorias, mas também pode referir-se a dietas que simplesmente restringem ou limitam os hidratos de carbono a níveis menores que o recomendado (geralmente menos de 45% do total de energia proveniente de carboidratos).[4][5]

Dietas baixas em hidratos de carbono são usadas para tratar ou prevenir algumas doenças crónicas e condições, incluindo doenças cardiovascularessíndrome metabólicasíndrome da fermentação intestinalpressão arterial alta e diabetes.[6][7]

Pré-história

Segundo Gary Taubes, o baixo teor de carboidratos das dietas está mais próximo da dieta ancestral dos seres humanos antes da origem da agricultura, e os seres humanos estão geneticamente adaptados para as dietas baixas em hidratos de carbono.[8] As evidências arqueológicas diretas ou fósseis de nutrição durante o Paleolítico, quando todos os seres humanos subsistiam caçando e coletando, são limitadas, mas sugerem que os seres humanos evoluíram a partir de dietas vegetarianas comuns a outros grandes símios, com um maior nível de consumo de carne.[9] Alguns parentes próximos do moderno Homo sapiens, como os Neandertais, parecem ter sido quase exclusivamente carnívoros.[10]

Um quadro mais detalhado do início da dieta humana antes da origem da agricultura pode ser obtido, por analogia, aos caçadores-coletores contemporâneos. De acordo com um estudo dessas sociedades, uma dieta relativamente baixa em hidratos de carbono (22-40% do total de energia), centrada em alimentos de origem animal é preferencial "quando e onde este é ecologicamente possível". Onde os alimentos vegetais predominam, o consumo de hidratos de carbono permanece baixo, pois as plantas selvagens são muito mais baixas em hidratos de carbono e superiores em fibra do que as modernas culturas domesticadas.[11] A primatologista Katherine Milton, no entanto, afirmou que os dados da pesquisa em que esta conclusão se baseia, exagera o conteúdo animal da dieta do caçador-coletor típico, a maior parte da qual foi baseada em etnografia antiga, que pode ter esquecido o papel das mulheres na recolha de alimentos de origem vegetal.[12] Milton também destacou a diversidade das dietas de forrageamento, quer das ancestrais, quer das contemporâneas, argumentando a inexistência de evidências que indiquem que os seres humanos estão especialmente adaptados a uma única dieta do paleolítico, acima das dietas vegetarianas características dos últimos 30 milhões de anos da evolução dos primatas.[13]

A origem da agricultura provocou um aumento nos níveis de hidratos de carbono na dieta humana.[14] A era industrial tem visto um aumento particularmente acentuado dos níveis de hidratos de carbono refinados nas sociedades Ocidentais, bem como as sociedades urbanas de países da Ásia, como a Índiaa China e o Japão.

Ciências dietéticas antigas

Em 1797, John Rollo informou sobre os resultados do tratamento de dois oficiais do Exército diabéticos com um baixo teor de carboidratos na dieta e medicamentos. Uma dieta de muito baixo teor de carboidratos, dieta cetogénica, foi o padrão de tratamento para a diabetes ao longo de todo o século XIX.[15][16]

Em 1863, William Banting, um agente funerário e fabricante de caixões inglês que tinha sido obeso, publicou a "Carta sobre a Corpulência Dirigida ao Público", no qual descreveu uma dieta para controle de peso que consistia em abster-se de pãomanteigaleiteaçúcarcerveja e batatas.[17] O seu livro foi amplamente lido, tanto que algumas pessoas usaram o termo "Banting" para a atividade normalmente chamada de "dieta".[18]

Em 1888, James Salisbury introduziu o bife de Salisbury, integrado na sua dieta rica em carne, e que limitava o consumo de legumes, frutas, amidos e gorduras a um terço da dieta.

No início de 1900, Frederick Madison Allen desenvolveu um regime altamente restritivo de curto prazo, que foi descrito por Walter R. Steiner na convenção anual da Sociedade Médica do Estado de Connecticut como Tratamento da Diabetes Mellitus através da Fome.[19]:176–177[20][21][22] Pessoas com níveis de glicose na urina muito elevados permaneciam acamados e alimentavam-se de quantidades ilimitadas de líquidos e caldo de carne até a urina estar sem açúcar, o que durava dois a quatro dias, mas, por vezes, até oito.[19]:177[19]:177–178

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